
Direitos indígenas, não direitos de mineração
A floresta amazônica está localizada sobre vastas reservas de minerais essenciais – do cobre a terras raras –, atraindo intenso interesse da indústria global de mineração. No entanto, a mineração representa uma ameaça mortal à floresta e aos seus povos indígenas, contaminando fontes de água, impulsionando o desmatamento e alimentando abusos de direitos humanos. Esta crise está se agravando, impulsionada pela transição global para tecnologias de energia "verdes" e pela alta dos preços do ouro.
Amazon Watch Apoia os povos indígenas que reivindicam que a Amazônia seja uma zona proibida para mineração. Combinamos o apoio popular à resistência indígena com advocacy de alto nível, direcionado a atores corporativos, financeiros e políticos em todo o mundo. Esses esforços visam romper o domínio do extrativismo que coloca a Amazônia em risco e construir um futuro baseado nos direitos indígenas e na justiça climática.
Objetivos da campanha
- Grandes projetos de mineração e mineração ilegal de ouro são interrompidos em territórios indígenas
- Investidores e bancos são pressionados a parar de financiar projetos de mineração destrutivos
- Empresas e governos são responsabilizados por violações dos direitos humanos e danos ambientais
Destaques recentes
- Desafiando a megamina da Belo Sun no Brasil: Com as comunidades locais, trabalhando para interromper os planos da empresa canadense Belo Sun de construir uma das maiores minas de ouro a céu aberto do Brasil na Volta Grande do Xingu, uma região já devastada pela barragem de Belo Monte e essencial para a biodiversidade e a sobrevivência indígena.
- Parar a mineração a céu aberto em Mocoa, Colômbia: Apoiando comunidades indígenas e urbanas em Putumayo, trabalhando para interromper os planos de mineração de cobre a céu aberto na bacia do alto rio Mocoa, que ameaçam desestabilizar um ecossistema vulnerável que inclui terras de reserva florestal protegida e se sobrepõe a vários territórios indígenas.
- Confrontando os recursos do Solaris no Equador: Trabalhando ao lado das comunidades indígenas Shuar Arutam para desafiar a empresa de mineração canadense Solaris Resources, cujas operações ameaçam territórios ancestrais e ecossistemas frágeis na Cordilheira do Condor região, ao mesmo tempo em que pressiona os financiadores a desinvestir e respeitar a oposição indígena.
Últimas notícias e atualizações da campanha
Grande protesto indígena no Brasil tem como alvo o projeto da mina de ouro Belo Sun.
Milhares de indígenas marcharam ontem na capital brasileira, durante o segundo dia do Acampamento Terra Livre 2026 (ATL), a maior mobilização indígena do país, para denunciar as violações dos direitos à terra provocadas por projetos de mineração, agronegócio e exploração madeireira em larga escala.
Mulheres indígenas do Médio Xingu completam um mês de mobilização contra o avanço da Belo Sun na Amazônia.
Um mês após o início da ocupação da sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) em Altamira, mulheres indígenas da região do Médio Xingu lideraram uma ação pacífica.
Mulheres indígenas ocupam agência federal para exigir a suspensão da licença da Belo Sun Mining.
Mais de 140 indígenas ocuparam a sede regional da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) para exigir a suspensão da licença de mineração da Belo Sun para sua mina de ouro “Volta Grande”, às margens do rio Xingu.
Tribunal brasileiro reativa controversa mina de ouro da Belo Sun na Amazônia
“Já estamos sofrendo os impactos da barragem de Belo Monte... Se outro projeto dessa magnitude for construído, a Volta Grande não resistirá.”
Povos indígenas mantêm bloqueio por tempo indeterminado da Cargill no rio Tapajós
Hoje, a ocupação indígena no terminal de grãos da Cargill em Santarém entrou em seu 20º dia, aprofundando o impasse do movimento com o governo Lula sobre os planos de dragagem do Tapajós e privatização dos rios amazônicos.
Povos indígenas bloqueiam acesso ao aeroporto de Santarém em protesto contra a dragagem do rio Tapajós.
Povos indígenas da região do Tapajós bloquearam hoje a principal via de acesso ao Aeroporto Internacional de Santarém, intensificando uma mobilização em curso desde 22 de janeiro.
Protestos indígenas entram na segunda semana enquanto o Brasil enfrenta pressão devido ao decreto sobre a hidrovia da Amazônia.
Líderes Munduruku unem-se ao crescente bloqueio indígena contra a dragagem e privatização do Rio Amazonas.
No 13º dia de bloqueio ao terminal de grãos da Cargill em Santarém, manifestantes indígenas exigem diálogo presencial com o governo federal brasileiro, após este não ter enviado representantes para uma reunião na semana passada.
O bloqueio de terminais importantes da Cargill por indígenas da Amazônia chega a uma semana.
Durante a última semana, povos indígenas representando 14 etnias da região dos rios Tapajós Baixo e Médio bloquearam instalações operadas pela multinacional do agronegócio Cargill em Santarém, em protesto contra intervenções industriais destinadas a acelerar as exportações de produtos agrícolas.
O que o novo cenário jurídico do Brasil significa para a Amazônia e seus povos
Apesar dos alertas claros de instituições de pesquisa, o Brasil está cada vez mais perto de aprovar um megaprojeto baseado em estudos ambientais incompletos e falhos.






