Amazon Watch
Crédito: Hugo Alejos/CONVOCA

Crime na Amazônia

Fortalecimento da defesa indígena contra economias ilegais

Em toda a bacia amazônica, o crime organizado é hoje uma das maiores ameaças aos territórios indígenas e um dos principais impulsionadores do desmatamento e da perda de biodiversidade. A mineração ilegal de ouro, a produção de coca e a grilagem de terras aumentaram nos últimos anos, alimentando a violência, o desmatamento e a invasão territorial em escala alarmante.

Amazon Watch defende operações estatais eficazes contra economias criminosas, bem como ações internacionais para apoiar os direitos indígenas e a governança territorial, em consonância com suas estratégias e visões. Em parceria com jornalistas investigativos, estamos lançando uma pesquisa inovadora que documenta o escopo e o impacto do crime organizado para informar a mídia e os tomadores de decisão, ao mesmo tempo em que ajudamos a construir um ecossistema de apoio e proteção para os Defensores da Terra em risco.

Objetivos da campanha

  • São estabelecidos mecanismos de autoproteção coletiva e preventiva para os defensores e seus territórios
  • Medidas de emergência fortes e rápidas estão disponíveis para os defensores; as famílias são apoiadas durante os períodos de deslocamento
  • A resiliência das comunidades locais é fortalecida através da governação territorial, de alternativas económicas e de sistemas de apoio comunitário

Destaques recentes

  • Garantindo proteção para os Defensores da Terra: Trabalhando com comunidades indígenas no Brasil, Peru, Colômbia e Equador para implementar medidas de proteção individual e coletiva – incluindo apoio em abrigos seguros, equipamentos de segurança e realocação para defensores que enfrentam ameaças de grupos criminosos.
  • Promoção dos direitos à terra e proteção para o povo Kakataibo no Peru: Em meio às crescentes ameaças do tráfico de drogas e da extração ilegal de madeira, apoiamos a luta do povo Kakataibo por titulação de terras, proteção e justiça, defendendo suas vidas e a floresta amazônica do Peru da violência, exploração e desmatamento.
  • Centralizando as vozes indígenas no cenário global:Das COPs da ONU sobre Biodiversidade, Crime Organizado Transnacional e Clima ao G20 e à Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, estamos acompanhando líderes indígenas para testemunhar diretamente sobre as ameaças que enfrentam e a necessidade urgente de ação global.

Últimas notícias e atualizações da campanha

2026: Um ano decisivo para a Amazônia

A Amazônia atingiu um ponto de inflexão ecológico. O que acontecer em 2026 ajudará a determinar se a justiça climática ainda é possível ou se tornará apenas um slogan vazio.

Liderança Indígena e Poder Coletivo em 2025

À medida que a negação das mudanças climáticas ganhava novo fôlego político e os governos buscavam restringir o espaço cívico, os povos indígenas e os movimentos populares em toda a Amazônia desenvolveram visões ousadas e coletivas para o futuro.

A Amazônia não precisa de novas guerras.

A estratégia de segurança dos EUA revive um passado que a região tenta superar.

El País | Se a história nos ensina alguma coisa, é esta: toda vez que a Amazônia foi militarizada em nome da ordem, a floresta se perdeu, seus povos se perderam e a democracia se perdeu. Repetir esse caminho não é a solução.

Da autogestão à liderança climática: a história da Nação Wampis

“Para nós, os Wampis, autonomia significa viver em liberdade e paz, tal como herdamos o nosso território. Significa estar livre da poluição e decidir o nosso próprio futuro, para nós próprios, mas também para toda a humanidade.”

Equador rejeita militarização e apoia pedido de responsabilização.

A derrota do presidente Noboa no referendo nacional ocorre após semanas de mobilização e repressão.

Ao rejeitarem as reformas militarizadas de Noboa, os equatorianos optaram por soluções que protegem a vida e a dignidade em vez de políticas baseadas na repressão.

“Não é seguro morar aqui.”

A Colômbia é o país mais perigoso para defensores do meio ambiente.

Associated Press | “Temos que continuar defendendo o futuro e precisamos que cada vez mais pessoas se juntem a essa causa.”