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O relatório “Territórios Indígenas Bajo Amenaza” analisa os impactos da expansão das economias ilícitas sobre os territórios, direitos e futuros dos Povos Indígenas na Cuenca Amazônica. Atividades como o narcotráfico, a mineração ilegal de ouro, o tala ilegal e o tráfico de fauna silvestre evoluíram para sistemas interconectados e transnacionais que controlam corredores estratégicos, recursos naturais e populações locais. Em muitas regiões, essas dinâmicas produziram formas de governança criminosa que coexistem com a autoridade estatal ou o despojamento, reconfigurando o controle territorial e a vida cotidiana.
As consequências para os povos indígenas são profundas e multidimensionais. A desposição territorial, a violência contra líderes e lideranças, o deslocamento forçado e a destruição ambiental estão destruindo seus sistemas de autogoverno e sua sobrevivência cultural. Ao mesmo tempo, as comunidades indígenas defenderam ativamente seus territórios através da governança autônoma, do monitoramento territorial e da resistência coletiva, frequentemente a um alto custo pessoal.
A partir de uma análise regional e da coautoria com organizações indígenas indígenas, o relatório chama a estratégias integrais e transfronteiriças que abrangem as causas estruturais do crime organizado. Isso foi feito na necessidade de fortalecer a governança territorial, a titulação de terras, a proteção de pessoas defensoras e o apoio aos seus meios de vida - colocando os direitos, a autonomia e o controle territorial indígena no centro. Sem uma ação coordenada regional e uma participação comunitária significativa, a violência se intensificará e a Amazônia enfrentará danos irreversíveis.



