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Belém, Brasil – Com o início da primeira Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) na Amazônia, em 10 de novembro, centenas de artistas e influenciadores culturais estão amplificando as seis principais reivindicações de grupos indígenas que pedem aos líderes mundiais que tomem medidas urgentes para proteger a Amazônia e defender os direitos indígenas.
Entre as celebridades que apoiam as reivindicações indígenas estão Jason Momoa, Shawn Mendes, Alok, Jamie Lee Curtis, Mark Ruffalo, Rosario Dawson, Peter Gabriel, Jane Fonda, Joaquin Phoenix, Susan Sarandon, Jeff Bridges, Malin Akerman, Walton Goggins e Cedella Marley.
“A Amazônia é o coração pulsante do planeta”, disse Momoa, ator e produtor de cinema americano. “Suas florestas criam 'rios voadores' – córregos invisíveis de água doce que sustentam a vida em todo o mundo. Mas a mineração, a perfuração de petróleo e a exploração madeireira estão destruindo a floresta tropical e ameaçando os guardiões indígenas que a protegem. Manifeste sua solidariedade. Proteja o coração do mundo.”
O processo de Declaração Política dos Povos Indígenas da Bacia Amazônica e de Todos os Biomas do Brasil para a COP30 Foi emitida recentemente uma declaração para unificar as vozes indígenas e as reivindicações por mudanças sistêmicas.
“Na COP30, os povos indígenas da bacia amazônica se unem em uma só voz política”, afirmou Angela Kaxuyana, coordenadora da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB). “Não estamos pedindo inclusão, exigimos participação plena e efetiva. Nossa mensagem é clara: não haverá solução climática real sem o reconhecimento de nossos territórios, nossos direitos e nossa governança. A COP30 deve apresentar compromissos concretos, não promessas vazias.”
As seis demandas da Declaração centram-se na segurança jurídica dos territórios indígenas; na declaração da Amazônia como zona de exclusão para atividades extrativistas; na participação e representação plenas e efetivas em todos os espaços de tomada de decisão; na proteção dos defensores indígenas; no acesso direto dos povos indígenas ao financiamento; e na inclusão do conhecimento indígena como estratégia climática.
A Declaração foi emitida por todas as nove organizações indígenas nacionais da Amazônia, incluindo: (COIAB (Brasil), OPIAC (Colômbia), AIDESEP (Peru), CONFENIAE (Equador), OIS (Suriname), APA (Guiana), ORPIA (Venezuela), CIDOB (Bolívia), FOAG (Guiana Francesa) e COICA (Regional).
“A COP30 deve ser um ponto de virada – um momento como o Acordo de Paris – em que o mundo assuma a responsabilidade de proteger os Povos Indígenas e seus territórios como o coração vivo do planeta”, disse Ginny Alba, da OPIAC. “Nossa esperança é que os governos transformem promessas em ações concretas e se comprometam com medidas reais que garantam justiça climática e um futuro para toda a humanidade.”
Informações adicionais
As reivindicações indígenas para a COP30 incluem:
- Garantir a segurança jurídica dos Territórios Indígenas como ação climática por meio de demarcação, titulação e outras medidas legais e administrativas, inclusive para os territórios de Povos Indígenas em Isolamento Voluntário e Contato Inicial (PIACI), como política e ação climática.
- Adotar e implementar mecanismos de financiamento diretos, flexíveis e culturalmente adequados para os povos indígenas e suas organizações.
- Declarar a Amazônia como zona de exclusão de todas as atividades extrativas – em particular petróleo, gás e mineração – a começar pelos territórios dos Povos Indígenas, especialmente os territórios dos Povos Indígenas em Isolamento Voluntário e Primeiro Contato (PIACI).
- Garantir a participação e representação plenas e efetivas dos povos indígenas em todos os níveis dos processos de tomada de decisão.
- Adotar medidas urgentes de proteção para líderes indígenas e ambientais, mulheres líderes e defensores em situação de risco, priorizando protocolos regionais de prevenção e proteção coordenados com as instituições de justiça e direitos humanos de cada país.
- Reconhecer e integrar os sistemas de conhecimento indígena como estratégias legítimas para a mitigação das mudanças climáticas, a adaptação e a restauração ambiental.
Um Movimento Global de Solidariedade
À medida que a Declaração Política Indígena ganha força rumo à COP30, artistas, ativistas e contadores de histórias se uniram em todo o mundo na campanha Amazonia Calling, para demonstrar solidariedade aos Povos Indígenas – amplificando sua liderança e suas histórias por meio de mobilizações criativas e digitais. Uma rede de mais de uma dezena de organizações e campanhas aliadas, como The Answer Is Us, uma iniciativa nascida na Amazônia brasileira e agora adotada globalmente por mais de 80 movimentos de comunidades e ativistas, e sua membro fundadora, a COIAB, firmaram parceria com a Amazonia Calling e estão trabalhando juntas para dar mais visibilidade às demandas da Declaração Política Indígena em prol da proteção da Amazônia e do planeta.
Uma das maneiras pelas quais esse movimento compartilhado ganhou vida foi por meio da Flotilha Yaku Mama – uma jornada que começou nos Andes equatorianos e seguiu para a COP30 em Belém, ao longo do Rio Amazonas, representando o espírito e as demandas da Declaração Política Indígena. Liderada por povos indígenas e seus aliados, a flotilha celebra os sistemas de conhecimento indígena, a cultura alimentar local e a miríade de respostas para a crise climática que emanam dos povos indígenas. No dia 10 de novembro, em Belém, com o início da COP30, a flotilha se unirá a outras caravanas indígenas da iniciativa “Caminhos para a COP30”, entrelaçando histórias de resistência, resiliência e união em toda a região.
Para obter mais detalhes, visite o site da Amazonia Calling em amazoncalling.org.





